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sexta-feira, agosto 05, 2005 

Diário de um Revolucionário (mas pouco) - versão 2.0

Aos 22 anos de idade, descobriu Proudhon, Rousseau e Bakunine.
Não mais iria a Conservatórias de Registo, subliminares ex-libris do Conservadorismo tradicionalista clássico.
Passou a tratá-las por Revolucionatórias de Registo, à revelia dos seus superiores, que cada vez o achavam uma pessoa mais estranha.


Por esta altura, deixou crescer a barba.

"A coisa assim não dá, disse-me um dia o meu pai
Tu vives em sociedade e tens que perceber
Que as regras são para se cumprir... não sei se tu estás a ver, pá...
Ah, ah! - disse eu - Estou a ver muito bem...
Mas já agora diz lá que culpa tenho eu
Que no teu jogo existam cartas que não fazem sentido no meu...
Podem falar, podem falar,
Que o meu lugar é andar e o meu passo é correr
De vez em quando a cantar de vez em quando a sofrer.
Podem falar, podem falar,
Mas estão a perder tempo se pensam que um dia me hão-de amarrar.
As principais capitais aprendi eu no liceu,
Vi retratos de reis em tronos de ouro e marfim,
Mas ninguém me ensinou a nadar no rio que nasce dentro de mim.
Um dia pus-me a lutar, com as minhas contradições
Estive quase a morrer, mas acabei por escapar.
Para quem ama a liberdade o importante é nunca parar
Podem falar, podem falar,
Que o meu lugar é andar e o meu passo é correr
De vez em quando a cantar de vez em quando a sofrer.
Podem falar, podem falar,
Mas estão a perder tempo se pensam que um dia me hão-de amarrar.
Já vi muita gente a tentar agradar
A todo o gajo que pensa que nasceu para mandar,
Mas tenho visto muita gente que está só, a morrer devagar,
E a distância que existe entre o não ser e o ser
É uma questão de não se ter medo de ir longe demais.
O que ainda não tem preço é sempre o que vale mais.
Podem falar, podem falar,
Que o meu lugar é andar e o meu passo é correr
De vez em quando a cantar, de vez em quando a sofrer.
Podem falar, podem falar,
Mas estão a perder tempo se pensam que um dia me hão-de amarrar"

Lux,

Não podes, dessa forma, sem mais nem menos, transcrever uma coisa tão séria e sentida num post que pretendia ser minimamente humorístico.

Obrigas-me a escrever uma coisa séria sobre a minha opinião das coisas, sob pena de...


... mais uma vez...



me meteres no bolso.

Não te sintas obrigado,
não escrevas coisas sérias.

O que escreves sublima-te.

Eu só transcrevi...

...mais uma vez...

Jorge Palma

lux! bem hajas pelo jorge palma!
espero que sejas daquelas "que gostas do ceu mesmo quando ele não é azul"

Eu só quero trazer o universo no peito, ir encontrar as palavras lá no peito, aberto até mais não poder ser.

Gosto do céu vermelho...

boa!

tens as palavras no peito e na ponta da lingua!

bons ceus pra vocês

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