Diário de um Revolucionário (mas pouco) - versão 2.0
Aos 22 anos de idade, descobriu Proudhon, Rousseau e Bakunine.
Não mais iria a Conservatórias de Registo, subliminares ex-libris do Conservadorismo tradicionalista clássico.
Passou a tratá-las por Revolucionatórias de Registo, à revelia dos seus superiores, que cada vez o achavam uma pessoa mais estranha.
Por esta altura, deixou crescer a barba.
Não mais iria a Conservatórias de Registo, subliminares ex-libris do Conservadorismo tradicionalista clássico.
Passou a tratá-las por Revolucionatórias de Registo, à revelia dos seus superiores, que cada vez o achavam uma pessoa mais estranha.
Por esta altura, deixou crescer a barba.
"A coisa assim não dá, disse-me um dia o meu pai
Tu vives em sociedade e tens que perceber
Que as regras são para se cumprir... não sei se tu estás a ver, pá...
Ah, ah! - disse eu - Estou a ver muito bem...
Mas já agora diz lá que culpa tenho eu
Que no teu jogo existam cartas que não fazem sentido no meu...
Podem falar, podem falar,
Que o meu lugar é andar e o meu passo é correr
De vez em quando a cantar de vez em quando a sofrer.
Podem falar, podem falar,
Mas estão a perder tempo se pensam que um dia me hão-de amarrar.
As principais capitais aprendi eu no liceu,
Vi retratos de reis em tronos de ouro e marfim,
Mas ninguém me ensinou a nadar no rio que nasce dentro de mim.
Um dia pus-me a lutar, com as minhas contradições
Estive quase a morrer, mas acabei por escapar.
Para quem ama a liberdade o importante é nunca parar
Podem falar, podem falar,
Que o meu lugar é andar e o meu passo é correr
De vez em quando a cantar de vez em quando a sofrer.
Podem falar, podem falar,
Mas estão a perder tempo se pensam que um dia me hão-de amarrar.
Já vi muita gente a tentar agradar
A todo o gajo que pensa que nasceu para mandar,
Mas tenho visto muita gente que está só, a morrer devagar,
E a distância que existe entre o não ser e o ser
É uma questão de não se ter medo de ir longe demais.
O que ainda não tem preço é sempre o que vale mais.
Podem falar, podem falar,
Que o meu lugar é andar e o meu passo é correr
De vez em quando a cantar, de vez em quando a sofrer.
Podem falar, podem falar,
Mas estão a perder tempo se pensam que um dia me hão-de amarrar"
Posted by
lux |
12:52 da tarde
Lux,
Não podes, dessa forma, sem mais nem menos, transcrever uma coisa tão séria e sentida num post que pretendia ser minimamente humorístico.
Obrigas-me a escrever uma coisa séria sobre a minha opinião das coisas, sob pena de...
... mais uma vez...
me meteres no bolso.
Posted by
Zé Gato |
1:00 da tarde
Não te sintas obrigado,
não escrevas coisas sérias.
O que escreves sublima-te.
Eu só transcrevi...
...mais uma vez...
Jorge Palma
Posted by
lux |
2:19 da tarde
lux! bem hajas pelo jorge palma!
espero que sejas daquelas "que gostas do ceu mesmo quando ele não é azul"
Posted by
ana |
4:38 da tarde
Eu só quero trazer o universo no peito, ir encontrar as palavras lá no peito, aberto até mais não poder ser.
Gosto do céu vermelho...
Posted by
lux |
4:52 da tarde
boa!
tens as palavras no peito e na ponta da lingua!
bons ceus pra vocês
Posted by
ana |
6:04 da tarde